Depois de tomar mais uma justa causa por motivos de ser trouxa, Digão precisa colar na casa da família na quebrada e viver da única coisa que sobrou: o Clube Dançante Spelunca, fechado amiliano, desde que a mãe meteu o pé do Taboão pra cantar pelo mundo. O embaçado é que ele não herdou nem um gene musical dos coroas. Geral na família é da suinguêra. Ele, zero. Pro Digão o universo reservou outro talento, o da zuêra. Então o plano parecia infalível. O Spelunca vira clube de comédia e lança vários monstrão da quebrada pro mundo! Inaugurando com ele. E não podia ter bombado mais. Não sobrou uma brêja. Estouramo, tiu? Claro que não. O cabeçudo do Digão, feliz bagarai de ter feito um baguio certo na vida, fez tudo 0800 pros mano. Agora, além de desempregado, ele ainda deve o dinheiro da reinauguração pra vó, aquela velha agiota do satanás, e tá proibido de fazer outro stand up enquanto não pagar o preju. Mas baile funk, charme, roda de samba, baile mela cueca, batalha de rap e até culto gospel tá liberado. A missão é fazer o Spelunca bombar de novo. E pra isso Digão vai contar com a ajuda da Suélen, a irmã certinha; da Dandara, a irmã sincerona; do burrão do Fabio, pai dos três; do sobrinho Jão de “sem noção”; do sensualizante vô Chico e até da inútil da Bruna, a mina venenosa dele. Mas como ninguém ali faz nada direito parece q vai demorar um pouco. Enquanto isso, eles vão quebrar o pau, dar risada e balançar ao som do suingue que corre na veia de toda família de quebrada.






